O cantor Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA). Um dos principais nomes do axé music brasileiro, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
A informação foi divulgada pelo perfil oficial do cantor nas redes sociais. Conforme comunicado da equipe, por desejo expresso do próprio artista, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, com a presença de familiares e amigos próximos.
Netinho ficou conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Menina”, “Fim de Semana” e “Preciso de Você”. Suas músicas marcaram gerações e ajudaram a consolidar o axé music como um dos principais gêneros da música popular brasileira.
Carreira marcada pelo axé music
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Netinho iniciou sua trajetória profissional na música durante a juventude. Em 1988, ganhou projeção como vocalista da Banda Beijo, com o sucesso “Beijo na Boca”, que alcançou grande popularidade no Carnaval.
Em 1993, deixou o grupo para seguir carreira solo. Três anos depois, lançou “Milla”, canção que se tornou seu maior sucesso e um dos clássicos do axé music. A música ampliou sua popularidade no Brasil e contribuiu para levar o artista a apresentações internacionais.
Além da carreira como cantor, Netinho também atuou como empresário e investiu na produção musical, incluindo projetos voltados ao lançamento de novos artistas.
Problemas de saúde marcaram os últimos anos
Em 2013, o cantor enfrentou graves problemas de saúde após sofrer três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que provocaram complicações e o afastaram dos palcos por um período.
Em março de 2025, Netinho tornou público o diagnóstico de linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Desde então, passou por tratamento médico e compartilhou informações sobre sua condição com os fãs nas redes sociais.
A morte do artista encerra uma trajetória de décadas dedicada à música brasileira, marcada pela energia dos trios elétricos, pelos grandes sucessos do Carnaval e pela ligação com o público.
Fonte: O POVO.








