- Dois empregadores da região do Cariri, dos municípios de Crato e Caririaçu, passaram a integrar a mais recente atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como a “lista suja” do trabalho escravo. A relação foi divulgada pelo Governo Federal na última quinta-feira (9) e reúne pessoas físicas e jurídicas que tiveram processos administrativos concluídos, sem possibilidade de recurso.Em Caririaçu, o cadastro registra o empregador pessoa física Marcelo Pereira Feitosa, ligado ao Sítio Tataíra. O processo refere-se a um trabalhador encontrado em condições análogas à escravidão na zona rural do município. A decisão administrativa definitiva foi proferida em 5 de junho de 2025.
Já no Crato, a empregadora pessoa física Raimunda Airtes de Brito Cabral também passou a integrar a lista. O caso envolve uma trabalhadora submetida a condições análogas à escravidão. A decisão administrativa de procedência foi publicada em 14 de novembro de 2025, e a inclusão no cadastro ocorreu em 5 de junho deste ano.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os empregadores somente são incluídos no cadastro após a conclusão definitiva do processo administrativo, quando não há mais possibilidade de apresentação de recursos.
Os nomes permanecem na chamada “lista suja” por um período de dois anos. A exclusão ocorre apenas se não houver novos registros de exploração de trabalhadores e todas as pendências decorrentes da autuação forem regularizadas.
Atualizado semestralmente, geralmente nos meses de abril e outubro, o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão é um instrumento de transparência pública que busca fortalecer o combate ao trabalho escravo no Brasil e dar publicidade aos empregadores responsabilizados administrativamente por esse tipo de infração.
Fonte. O povo CBN Cariri








