No Cariri, 90% das cidades ainda dependem de lixões ou aterros controlados (onde os resíduos são apenas cobertos com terra), segundo o relatório mais recente do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinisa), com dados referentes a 2024 e publicado em dezembro de 2025.
Dos 29 municípios da região, 20 ainda utilizam lixões, enquanto apenas dois contam com aterros sanitários adequados. Na Região Metropolitana do Cariri (RMC), de nove cidades, sete ainda descartam resíduos de forma irregular e apenas uma utiliza aterro sanitário — e outros sete não informaram dados.
Barbalha foi a única cidade que reportou encaminhar seus resíduos para um aterro sanitário em 2024, após desativar o lixão em janeiro de 2023 — um passo importante em direção às metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
O relatório também destaca que a universalização da gestão de resíduos é financeiramente inviável para municípios pequenos, o que reforça a necessidade de gestão compartilhada entre municípios, como a adotada pelo Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos do Cariri (Comares Cariri) e a concessão da Regenera Cariri.
- Fonte> Site Miseria







