Uma parceria entre a Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Secretaria de Cultura do Crato foi debatida com o objetivo de fortalecer o Museu Histórico do município, que deverá ser reaberto no próximo mês de março, após 16 anos fechado.
A iniciativa busca promover a ampliação dos espaços de exposição e integrar ao acervo peças relevantes da arqueologia e da paleontologia, contribuindo para contar a história local e regional de forma mais dinâmica e acessível ao público.
A secretária de Cultura do Crato, Fabiana Vieira, e a curadora do museu, professora da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Adriana Botelho, destacaram a importância da parceria para garantir a inclusão de peças que ajudem a retratar a trajetória da Bacia do Araripe e do homem Cariri, evidenciando a riqueza histórica e cultural da região.
Durante o encontro, Fabiana apresentou ao reitor da URCA, professor Carlos Kleber, à vice-reitora Socorro Vieira, ao diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, Alysson Pinheiro, e à pró-reitora de Extensão, Sandra Nancy Freire, o trabalho de levantamento das peças que deverão compor o novo acervo. O material será organizado em salas temáticas, com linguagem acessível e abordagem interativa.
As peças passarão por avaliação técnica para compor adequadamente o museu. Segundo o reitor, a URCA dará o suporte necessário à iniciativa, devendo ser firmado um convênio interinstitucional com a Prefeitura do Crato. A parceria também prevê a oferta de estágios curriculares com bolsas de estudo para estudantes de cursos como Artes Visuais e História.
Até março, deverão ser analisados artefatos arqueológicos, como machadinhas e urnas funerárias, que poderão integrar o acervo. O material é parte do território do Geopark Araripe, reconhecido internacionalmente pela Unesco.
A secretária ainda ressaltou que a curadoria do Museu de Artes Vicente Leite ficará sob responsabilidade de Dodora Guimarães. O equipamento funcionará no primeiro andar do prédio do Museu Histórico e terá como proposta apresentar ao público a trajetória do artista que dá nome ao espaço, além de organizar as obras de forma a proporcionar melhor compreensão e apreciação por parte dos visitantes.









